Hoje me deparei com uma história curiosa sobre A Portuguesa, como era chamada com carinho a filha de um pai severo, que não permitia aos filhos escolherem livremente seus destinos. Ela, sufocada pelo silêncio imposto, encontrou nas cartas escondidas a única forma de viver o amor. Ao imaginar esse cenário, nasceram versos que poderiam ser trocados entre ambos, como se cada palavra fosse um toque, cada linha um desejo de encontro físico.
Que enfim fosse te ver
Sorrir então te abraçar
Pudesse o amor viver
E não apenas sonhar
Em cada verso reviver
A poesia do teu olhar
A magia me percorrer
Em teu sorriso pensar
Quanto eleva o meu ser
Quando fico a imaginar
Minha alma te pertencer
Meu coração te entregar
Como então descrever
A felicidade a me visitar
Quando enfim acontecer
De um dia te encontrar...
Perdão se não me conter
Todo carinho pra entregar
Mas vai muito a pena valer
Tudo que guardei pra te dar...










